Overthinking
Overthinking e ansiedade podem ser ciclos viciosos. A ansiedade pode aumentar as hipóteses de overthinking, e pensar em excesso pode alimentar pensamentos ansiosos/intrusivos.
Quanto mais se concentrar em situações negativas, más recordações, potenciais resultados assustadores, maior é a probabilidade de desenvolver ansiedade crónica.
Se já sofre de ansiedade ou de uma perturbação de ansiedade, é provável que overthinking seja um sintoma que expriêncie.
Overthinking é o ato de ruminar sobre algo para além do que é razoável. Torna-se excessivo e até debilitante, consumindo grandes porções de tempo.
Podemos pensar tanto num determinado assunto que perdemos a noção do que sentimos inicialmente sobre ele. E, muitas vezes, pensar demasiado tem o efeito oposto ao que pretendemos. Em vez de nos dar respostas, deixa-nos com mais perguntas e medos.
Embora as pessoas com ansiedade tenham mais probabilidade a overthinking, as pessoas que sofrem de overthinking nem sempre têm ansiedade. Por isso, não são certamente a mesma coisa.
Sinais de que pode estar overthinking:
Preocupações repetitivas excessivas e persistentes com o futuro;
Pensar em acontecimentos passados excessivamente;
Questionar as suas decisões repetidamente;
Repetir interações desagradáveis/constrangedoras na sua mente;
Imaginar os piores cenários possíveis em situações simples;
Concentrar-se em problemas que não consegue controlar.
O nosso cérebro está programado para formar padrões em torno das formas de pensamento.
Por outras palavras: quanto mais sentir ansiedade e pensar em excesso, mais rapidamente o seu cérebro salta para pensamentos ansiosos em loop.
Três maneiras que podemos usar para contornar a situação são:
Escrever/desenhar num caderno como nos sentimos;
Mover o nosso corpo, andar ou fazer exercício físico;
Procurar ajuda psicológica, terapia.
Mood Swings/disorders
Durante uma alteração de humor, a pessoa pode passar rapidamente de uma sensação de felicidade para uma sensação de tristeza, irritabilidade ou raiva.
Os mood swings, perturbações do humor, são um termo abrangente que se refere a diferentes condições psiquiátricas que causam alterações no estado emocional de uma pessoa, levando a longos períodos de alegria, euforia, mania, tristeza e/ou depressão.
As doenças psiquiátricas que se enquadram nesta categoria incluem as perturbações depressivas e as perturbações do espetro bipolar.
Muitas vezes, os fatores relacionados com o dia-a-dia desempenham um papel importante no aparecimento das alterações de humor.
As pessoas podem ter alterações súbitas de humor se:
Sentirem stressadas ou sobrecarregadas;
Não dormem o suficiente;
Não se alimentam de forma saudável;
Estão a tomar medicamentos que afetam o humor ou o sono.
Outras perturbações que podem contribuir para as alterações de humor incluem:
Esquizofrenia: As pessoas com esquizofrenia têm alucinações ou delírios que as levam a experimentar um estado alterado da realidade. A esquizofrenia afeta significativamente a qualidade de vida.
Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA): As crianças e os adultos com PHDA podem ter dificuldade em gerir as suas emoções, o que leva a alterações de humor. Outros sintomas incluem impulsividade, hiperatividade e dificuldade em prestar atenção.
Transtorno disruptivo de desregulação do humor (DMDD): A DMDD é uma doença infantil em que a pessoa apresenta um mau humor intenso, incluindo raiva, irritabilidade extrema e explosões de temperamento. Estes sintomas devem persistir durante 12 meses ou mais para que o diagnóstico de DMDD seja efetuado.
Mau uso ou abuso de substâncias: O consumo excessivo de álcool ou drogas pode afetar a saúde mental e levar a alterações significativas do humor.
O que causa as perturbações do humor (mood swings/disorders)?
Os médicos não sabem a causa exata das perturbações do humor. Podem ser causadas por alterações cerebrais, um desequilíbrio químico no cérebro, fatores genéticos, determinadas condições médicas, utilização de substâncias psicoativas ou outros fatores.
Por vezes, as pessoas com perturbações do humor têm regiões do cérebro maiores do que deveriam ser, incluindo a amígdala, que ajuda a controlar as emoções e os sentimentos de uma pessoa, e os ventrículos, os espaços dentro do cérebro que contêm o líquido cefalorraquidiano.
As pessoas também podem sofrer de perturbações do humor se as substâncias químicas do cérebro, incluindo a serotonina, a norepinefrina(noradrenalina) e a dopamina, estiverem desequilibradas.
Quando as perturbações do humor são causadas pelo consumo de substâncias psicoativas (por exemplo, cocaína), os sintomas desaparecem normalmente quando o consumo da substância é interrompido.
